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Especialistas dão dicas de como cuidar do cabelo sem utilizar formol

A recomendação é para que as mulheres sejam fiscais de seus cabeleireiros.

veja o video:http://tinyurl.com/765sy5o

Semana passada, o Fantástico fez a denúncia do uso ilegal de formol para alisar cabelos e mostrou o mal que isso pode fazer a saúde. Nós recebemos muitas mensagens de mulheres , preocupadas com o assunto e implorando uma solução: como manter os cabelos lisos, bonitos e sem formol. É o que vamos ensinar neste domingo.

Para saber exatamente os danos que um alisamento pode causar, veja o doutor Luciano escaneou um fio de cabelo que sofreu alisamento com um produto legalizado, mas que foi mal feito e prejudicou o fio.

“Essa imagem é bem clara. Ela mostra a fratura do fio. É nítida a diferença entre a região da fratura e a dos fios normais. Ele está esgarçado” afirma o médico. “Nós já sabemos que formol é crime e mata”.

Por isso, a recomendação é: mulheres sejam fiscais de seus cabeleireiros.

Nós fomos a uma clínica médica especializada em cabelos para saber como as mulheres podem descobrir se os alisamentos que elas estão fazendo nos salões são com substâncias permitidas. A dica é levar um papel com as quatro principais substâncias legalizadas que são usadas nesses tipos de alisamentos: hidróxido de sódio, hidróxido de cálcio, tioglicolato de amônia e hidróxido de guanidina.

“Essas quatro substâncias não fazem mal à saúde, desde que aplicadas corretamente e adequadamente. O cabeleireiro tem que seguir o rótulo d fabricante e preparar o produto na frente da cliente”, explica o médico Luciano Barsanti.

Outro cuidado é indispensável: “É importante e fundamental que seja feito o teste da mecha, com isso o profissional e a própria cliente tem a condição de saber se o cabelo recebe o produto e se ele não vai se danificar”, afirma Luciano.

Mas, tomando esses cuidados, o alisamento com alguma dessas substâncias indicadas pelo médico vai realmente deixar o cabelo bonito? Geiza vai alisar seus cabelos com tioglicolato de amônia.

“O alisamento vai ser um alisamento de longa duração, o que pode substituir perfeitamente o uso do formol”, explica o cabeleireiro Alan Medeiros.

Uma hora depois, o resultado: “Ficou melhor do que eu esperava, bem melhor”, comenta Geiza.

Vamos acompanhar um alisamento com outro produto: hidróxido de guanidina. A cliente está ansiosa.

“Após 15 minutos do teste de mecha, nós notamos que o cabelo não resistiu ao produto”, explica Alan.

Aline alisou os cabelos com formol por oito anos. Procurou um médico que foi taxativo: ela tem que ficar um bom tempo sem fazer nenhum alisamento químico. Vai ter que se virar só com escova e secador, mas, até nesse caso, os cabelos correm perigo.


“É menos ruim você fazer uma escova progressiva, um relaxamento ou um alisamento bem feito e propriamente executado do que utilizar a escovação diária com a tração do fio e o arrancamento do bulbo, que é a fábrica do fio, porque ai você perde o cabelo definitivamente.

Aprenda, então, a fazer a escova de maneira correta, sem puxar demais os fios.

“Você pode usar a escova tradicional, sem puxar demais, e sem muito calor perto do fio”, afirma Luciano. “Hoje existem técnicas que gastam um pouco mais de tempo na execução. É só ter um pouquinho de paciência e técnica.

Apesar de todas as técnicas de alisamento, para especialistas, o melhor mesmo é deixar os cabelos naturais, mas como deixá-los naturais e bonitos?

E o especialista dá duas dicas usando essas duas mulheres.

“A dica para quem tem cabelos cacheados é ativar o cacho usando um creme sem enxágüe próprio para cacho”, sugere Tiago Parente.

#Fica a dica: papel toalha seca sem deixar o cabelo estático

Depois de espalhar bem pelos fios, vem a novidade: papel toalha, o de cozinha mesmo.

“Desse jeito, você vai ativar o cacho e vai tirar o excesso do produto. Aperta durante dois ou três segundos”, explica.

“O ideal é deixar ele terminar de secar naturalmente, mas, para quem não tiver tempo o ideal: “O ideal é ter um difusor. Vai espalhar melhor o vento, o vento vem mais frio. Estraga menos e não deixa ficar principalmente eletrizado, e ainda vai ativar o cacho”, completa.

Agora, se seu cabelo for do tipo nem liso nem ondulado, no meio do caminho mesmo, o cabeleireiro ensina a fazer um coque especial. “O coque vai ficar na nuca. A parte da frente vai secar toda lisa e a parte detrás vai ficar ondulada”.


“Depois de bem seco, você solta. Sacode bem a cabeça, joga para trás, penteia com as mãos e arruma a ondulação”, finaliza.

E o melhor de tudo é que este é o cabelo da moda.

“O cabelo com mais tendência, cabelo mais moderno, é o cabelo com um caimento natural”, afirma o especialista.


Formol é usado ilegalmente em salões de beleza para alisar os cabelos

Em 2009 a Anvisa proibiu a venda de formol puro no país todo. Mesmo assim, ele continuou sendo usado agora com outros nomes: escova inteligente, marroquina, egípcia e de chocolate.

veja o video:http://tinyurl.com/6wx6htz

As autoridades de saúde já alertaram: o conteúdo do frasco é extremamente perigoso. Estamos falando do formol, substância química, de cheiro forte, e cuja venda é controlada. Então, por que as mulheres continuam usando o formol? E por que salões de beleza insistem em aplicar o produto, em doses excessivas, para alisar o cabelo?


As fotos tiradas ainda no hospital não deixam dúvida: o corpo da comerciante Mariluz de Souza reagiu com muita força a uma intoxicação. “Ela deu entrada na emergência do hospital. Ela estava com a face inchada e com feridas no couro cabeludo, perdendo parte do cabelo”, contou o alergista Juliano Coelho Philippi.

Ainda internada, Mariluz fez vários testes, como o de alergia. “Foram aplicadas 40 substâncias. Para Mariluz, uma substância deu resultado alérgico: formaldeído, o formol. Dá para se afirmar, com certeza, que a reação foi por conta do formol. Qual é a consequência mais grave que poderia ter acontecido com ela? Desde perda do couro cabeludo até eventualmente óbito poderia acontecer”, alerta o alergista Juliano Coelho Philippi.

“Eu lembro os flashes do momento que eu entrei no hospital, que caiu minha ficha que eu pensei: ‘Meu Deus, mais um que vai passar na televisão: Mulher morre ao fazer escova com o formol’”, comentou a comerciante Mariluz de Souza.

O formol começou a ser usado para alisar os cabelos há dez anos, nos salões de beleza do subúrbio do Rio de Janeiro. “Fui eu que inventei. De uns seis meses, um ano para cá, está todo mundo em cima tentando fazer e fazendo”, comentou um cabeleireiro à época da reportagem.

Esse tipo de alisamento, que ficou conhecido como escova progressiva, virou febre também entre as paulistanas e depois chegou ao país inteiro. Até que, em 2004, veio o alerta do Instituto Nacional de Câncer (Inca). “O formol foi classificado, desde 2004, como um agente reconhecidamente cancerígeno”, afirma Ubirani Barros Otero, epidemiologista do Inca.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o formol está relacionado ao aparecimento de tumores no nariz, na boca, na faringe, na laringe e na traqueia. Também pode atacar o fígado. O câncer pode levar anos para aparecer.

“Se as pessoas começaram a usar e a fazer esse procedimento nas mulheres a partir de 2000, lá para 2020 ou 2030 a gente pode ter uma mudança no perfil dessa doença no Brasil”, prevê Ubirani Barros Otero, epidemiologista do Inca.

Por conta do uso em alisamentos, em 2009 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de formol puro no país todo. Mesmo assim, ele continuou sendo usado agora com outros nomes: escova inteligente, marroquina, egípcia, de chocolate etc.

Uma cabeleireira admite: “Quando o cliente pergunta se tem formol, a gente responde: ‘Não tem, é proibido, a gente não usa formol’. Mas na verdade tem formol, sim”.

Quando a comerciante Mariluz de Souza procurou um salão de beleza em Cuiabá para fazer um alisamento nos cabelos, ela deixou bem claro para cabeleireira. “Disse que eu não queria que fizesse escova com formol. Ela respondeu que a dela não continha formol”, afirma Mariluz.

Nós procuramos a profissional que atendeu a Mariluz. Ela disse ter aplicado um produto com pouquíssimo formol: 0,2%. Nessa quantidade, autorizada pela Anvisa, o formol atua apenas como conservante e não provoca riscos à saúde.

“Creme não alisa cabelo. Então, ele tem uma porcentagem pequena, de 0,2%, mas ele tem”, afirma a cabeleireira Cristiane Maldonado.

Atenção, mulheres: 0,2% de formol não alisa cabelo. Se a mistura alisar, é porque tem mais formol do que devia. As equipes do Fantástico foram às ruas comprar alguns dos produtos mais usados nesse tipo de alisamento.

Começamos em uma feira internacional de estética, em outubro passado, no Rio de Janeiro. “É a mais conhecida de todo o Rio de Janeiro”, comenta o vendedor. Ele diz que o produto tem só o formol liberado: “0,2%”.

Já em outro estande, a resposta é outra. “A empresa fala que é 2%. Então, eu passo que é 2%, mas eu acredito que seja mais”, conta a vendedora.

Os produtores do Fantástico foram também aos salões e compraram os alisantes direto dos cabeleireiros. Em Madureira, no subúrbio carioca, a cabeleireira separa o produto na hora. “Esse tem formol bem pouquinho. Não é aquilo que mata o povo”, diz.

Em um salão em Ipanema, a conversa dura poucos minutos na frente das clientes. “O produto está aqui dentro. Só que o produto que está aqui dentro não é o que está na embalagem”, revela um cabeleireiro.

Mas por que não vem na embalagem dele? “Porque esse é o produto que um químico faz. Isso normalmente se compra em fábrica. Eles são muito fracos. São muito fracos”, alega o cabeleireiro.

Nós trouxemos todos os produtos para serem analisados no instituto de química da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A metodologia usada é a mesma recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esse tipo de produto. A implantação do método e os testes levaram quatro meses, e os resultados são assustadores.

Vamos ver o resultado de um produto comprado pela produtora do Fantástico no próprio salão de beleza em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O resultado: 6,66%, mais de 30 vezes o valor permitido. Voltamos ao salão.

“A gente não trabalha mais. Todos os nossos produtos não têm nada de formol”, garantiu o cabeleireiro. “Mas você fazia até pouco tempo atrás”, pergunta a repórter. “Todo o Rio de Janeiro fazia”, responde o cabeleireiro. O Fantástico insiste. “Não vou falar mais nada. Já falei tudo”, diz o cabeleireiro.

O resultado do teste do alisante comprado no salão de Madureira. Pode matar, sim. O produto dela tem quase 18 vezes o permitido. “Eu não sabia. a gente compra de um fornecedor. Então, a gente não tem como ver se o negócio tem formol, se não tem formol”, alega a cabeleireira.

E o produto que deixou a Mariluz no hospital? Em Cuiabá, a equipe de reportagem do Fantástico pediu à cabeleireira que atendeu a comerciante uma amostra da mistura que foi usada. O resultado: 24 vezes o permitido.

“Isso aqui para mim também é uma surpresa, porque eu não tenho como analisar o produto. A gente usa o que é vendido”, justifica a cabeleireira Cristiane Maldonado.

Não é o que diz o que diz o Instituto Nacional de Câncer. “Todo cabeleireiro sabe que tem formol pelo cheiro”, afirma Ubirani Barros Otero, epidemiologista do Inca.

O Fantástico viu o resultado dos outros produtos comprados na feira de cosméticos e em uma área de comércio popular do Rio de Janeiro. Das 11 marcas testadas, 7 tinham mais formol do que o permitido – até 24 vezes mais.

Em nota, o fabricante da escova Onyx “nega que tenha usado formol acima do permitido” e admite que “pode ter ocorrido algum problema de manipulação”. O laboratório responsável pelas marcas Eagle e Alfa Trat diz que os produtos testados não são dele – “são falsificados” e que vai “levar o caso à polícia”.

O laboratório que aparece na embalagem de Algo Mais diz que "não fabrica mais" o produto e que o seu nome "está sendo usado indevidamente". O fabricante citado no rótulo de Liss Perfect não atendeu a reportagem.

Em um primeiro contato, o representante da Vitalise disse que enviaria uma nota, mas não o fez e não atendeu mais as ligações dos nossos produtores. O Fantástico não encontrou o responsável pela marca Bottox. O CNPJ e o endereço informados no rótulo são incorretos.

Mas todos esses produtos com formol fora da lei trazem no rótulo uma autorização de funcionamento da Anvisa. Como pode isso?

“A lei diz que o estado e o município têm que fiscalizar. Quem está errando é o bandido, que está fazendo um produto em desacordo com a legislação sanitária, utilizando ingrediente proibido. O que eu tenho que fazer? Chamar a polícia para prender esse bandido”, afirma Josineire Sallum, gerente-geral de cosméticos da Anvisa.

A Anvisa também culpa as consumidoras. “Responsáveis por ainda ter o formol no mercado são as mulheres, que se utilizam desse procedimento e não deixam de utilizar”, acrescenta a gerente-geral de cosméticos da Anvisa.

Os resultados assustaram o médico Anthony Wong, especialista da Universidade de São Paulo (USP) em substâncias tóxicas. “É ilegal e extremamente perigoso. A pessoa que utilizá-lo profissionalmente ou está aplicando em uma pessoa que precisa fazer isso está causando sérios danos à saúde”, alerta.

Em concentração tóxica, o formol atinge o organismo de várias maneiras. Em contato com o couro cabeludo, ele provoca uma espécie de queimadura química. A pele fica irritada e, em resposta, o corpo aumenta a circulação de sangue naquela região.

O formol, também conhecido como formaldeído, penetra pela área ferida e cai diretamente na corrente sanguínea, se espalhando pelo corpo. Durante a aplicação nos cabelos, ele evapora e pode ser inalado por todos que estão no ambiente. A substância provoca irritação do nariz e da garganta. Em casos extremos, a pessoa pode ter uma laringite aguda e ficar sufocada.

Ao descer pelo organismo, causa ainda o fechamento da traqueia e dos brônquios, também dificultando a passagem de ar.

Em casos extremos, o formol pode levar ao colapso da circulação. Isso acontece quando há uma dilatação geral do organismo. O coração é afetado e há uma queda de pressão. A pessoa pode entrar em choque e morrer.

Uma cabeleireira trabalha na área há 15 anos. Diz que faz até dez escovas progressivas por dia e sente os efeitos no próprio corpo. “Saí de licença médica por causa do uso do formol umas quatro vezes”, contou.

Segundo ela, muitos produtos são manipulados no próprio salão de beleza. “O formol é colocado junto com outros, com creme, acrescenta mais algumas coisas de queratina, ampolas que não tenha cheiro, essas coisas todas”, diz a cabeleireira.

Isso é considerado crime hediondo, mas a procura pela escova gerou um mercado clandestino de venda de formol. Na internet, várias páginas oferecem a substância pura para ser usada em alisamentos.

“Às vezes alguns profissionais fazem o que a gente chama de batizar o produto. Eles pegam o creme hidratante de uma empresa tida como séria, adicionam o formol e aplicam nos cabelos”, comenta o cabeleireiro Alexandre Xavier.

Com uma troca de emails e um telefonema, o Fantástico negociou a compra de cinco litros. “E eu teria o material pronto para ser retirado quando?”, pergunta a repórter. “Imediatamente. É só estar ligando e confirmando o horário”, diz a negociadora.

Fomos a Belo Horizonte buscar a encomenda. “É proibido vender em farmácia. Antes era encontrado fácil. Aí como as pessoas estavam abusando em cabelo, eles proibiram a venda em farmácia. Eu trabalho com produto químico para limpeza, e o formol é usado para fazer o detergente. Aí é fácil. O pessoal está procurando demais. Tem muito cliente em salão. Vendo formol demais para progressiva”, revela a mulher. Depois da venda, ela ainda dá um aviso: “Só assim: se vocês forem abrir, tem que abrir em local aberto, porque o cheiro é muito forte”.

No Hospital Municipal Salgado Filho, na Zona Norte do Rio, a negociação com um maqueiro acontece do lado de fora. “O cara que está lá disse o seguinte: que ele arruma até um lá, mas depois ele não vai poder arrumar mais para a senhora. Ele vai quebrar seu galho, mas ele falou que vai querer R$ 70. Um litro. A senhora fica ali no poste que eu vou lá buscar. A senhora tem salão mesmo?”, pergunta o maqueiro. Minutos depois, outro maqueiro volta com a garrafa de formol.

Em uma funerária em Nilópolis, Baixada Fluminense, que usa o formol na preparação de cadáveres, o Fantástico comprou dois litros. “Esse daí algum salão já comprou e deu certo?”, pergunta a repórter. “Olha, eu já vendi. Inclusive eu já arrumei um desses para minha vizinha, que é cabeleireira. Ela já usou e ela nunca falou nada. Inclusive usou no cabelo da minha mulher”, diz o funcionário da funerária, que mostra uma foto. “Aqui o cabelo dela como ficou, da minha esposa, lisinho”, destaca.

Já na saída, o funcionário da funerária reconhece a ilegalidade do que acabou de fazer. “Deixa eu falar uma coisa para a senhora: isso aí fecha as nossas portas. Isso fecha as portas”, reconhece.

É o formol puro que vai parar na cabeça de mulheres como a bacharel Vanessa Magalhães da Silva. Ela começou a fazer a escova aos 17 anos e reaplicava o produto a cada três meses. “Sempre tive consciência de que poderia causar algum mal, mas continuei fazendo porque era bom, o cabelo ficava bom. Eu sabia, já sabia de tudo que podia causar, mas naquela altura do campeonato eu queria o cabelo liso. Então, se para ficar liso tinha que por o formol puro, que colocasse o formol puro”, afirma.

Em uma das aplicações, o desconforto foi grande demais. “A última vez, que foi quando eu me assustei de verdade, foi porque eu estava de máscara, com uma toalha, e ainda assim eu tive dificuldade de respirar. Então, eu tive que mandar parar de fazer para que eu pudesse respirar, tomar ar, ir para fora etc. Eu não conseguia respirar mesmo, me trancou inteira. Daí eu me assustei. Foi a última vez que eu fiz, nunca mais fiz”, conta Vanessa.

A bacharel parou com a escova progressiva há cinco anos, mas ainda convive com uma ferida no couro cabeludo. “No começo, ela chegava a sangrar, coçava muito, estava sempre vermelha. Foi melhorando. Eu tenho dificuldade com ela no verão, porque acho que sua mais na região. Como é na nuca, ela abre, coça e às vezes sangra”, revela.

A comerciante Mariluz de Souza, de Cuiabá, não teve sequelas. “Fiquei traumatizada com escova inteligente, progressiva, não sei que nome dar. Mas com formol nunca. Logo em seguida que você passa por uma situação de você quase ter morrido, o primeiro sentimento que vem é que graças a Deus que eu estou viva. Aquele sentimento de ‘Vou processar, vou fazer isso’ não vem na minha cabeça. Na minha cabeça, eu só estava agradecendo a Deus o tempo todo de eu estar viva”, comemora a comerciante.

Falta de tosa deixou cachorro doente e levou seus donos à prisão

Não parece, mas este é um cachorro da mesma raça que a Priscila da TV Colosso

O casal David e Marjorie Massey foi preso no Reino Unido por maus tratos e negligência contra o cão da família. O cachorro da raça sheepdog (que no Brasil ficou conhecido como a “Priscila” do programa infantil TV Colosso) estava com cerca de 12kg de pelos emaranhados, que vinham causando doenças no animal.

Os donos do cachorro, chamado Woody, assumiram a culpa e admitiram estar causando sofrimento desnecessário ao bichinho, que tem cinco anos e já estava com sarna, unhas gigantescas nas patas, infecções crônicas nos olhos e ouvidos e um tumor na boca.

Eles afirmaram sentir vergonha da aparência do cachorro e alegaram que o comportamento agressivo do animal não permitia que cuidassem dele de maneira adequada.

Woody só recebeu tratamento quando foi deixado em um abrigo de animais pela filha do casal. Foi lá que os pelos foram cortados e o cão ganhou nova vida e novo nome, sendo batizado de Floyd.

Para fazer a tosa, os veterinários precisaram sedar o animal, que estava muito angustiado e agitado. 

Rafa é o novo anjo


Yuri, Fael, Rafa e Fabiana chegam da Prova do Anjo. Eles chegam ainda vestidos de pilotos, com os tradicionais macacões vermelhos.

Rafa se apresenta como anjo e afirma que ganhou um Bravo. A prova consistia em um simulador de provas, dentro de um carro, com um video game dentro.

Saiba como ser invisível para o Google


A nova política de privacidade do Google passará a valer a partir de 1 de março, mas se você está preocupado, existem formas de se esconder deste gigante

Muitos já receberam esse aviso ao acessar o Gmail ou qualquer outro serviço do Google; outros, leram o anúncio da empresa aqui no Olhar Digital. A gigante da internet está mudando suas normas de privacidade com a ideia de facilitar a sincronização de seus serviços nas contas do usuário. Entretanto, há quem veja isso como uma forma indevida de uso de dados pessoais, como por exemplo rastreamento de acessos e venda para empresas de publicidade.


Por mais que haja desconfiança, há também quem elogie a ideia de integração completa de todos os serviços em uma única conta - algo que o Google já vinha tentando fazer, mas agora deverá ser mais definitivo. Ainda assim, se você é um dos "clientes insatisfeitos", aqui vai uma dica simples para mascarar sua presença até mesmo para o titã da rede.

A empresa fundada por Larry Page possui diversos recursos que lhe permitem usar o chamado opt-out (opção não presente na nova política de privacidade da empresa), sobretudo no quesito "publicidade online". Primeiro passo: abra o Google Dashboard. Aqui, será possível "quebrar" suas informações pessoais em duas categorias: aquelas que são catalogadas conforme você busca, acessa, navega, posta, faz download, upload e afins - e que, portanto, não podem ser desligadas, pois o processo é automático -, e aquelas que você entrega de forma voluntária, como integração de serviços terceirizados. Próximo ao seu nome e dados, clique na opção "Sites autorizados a acessar a conta", onde você verá quais serviços estão integrados à sua conta - redes sociais como Twitter e Facebook, serviços de vídeo externos, como o Vimeo e por aí vai. Revogue o acesso da forma que lhe for mais conveniente.

Outra dica, também dentro do Google, é usar o "Ads Preference Manager", que, conforme diz a tradução do nome, permite que você escolha quem pode e quais anúncios podem ser veiculados na sua conta - ou, se você for mais radical, negar acesso a todos os anunciantes. Nesta tela, você é apresentado a duas categorias, uma específica para o Gmail e serviços do Google, e outro para a internet em geral. Clique em "Ads on the web" e o Google mostrará as "preferências de usuário" relacionadas à sua conta. Você pode editá-los ou removê-los como achar melhor.

Finalizando, existem também formas mais diretas e simples de customizar até certo grau a sua presença online: tanto o Firefox como o Chrome possuem extensões que permitem ao usuário gerenciar quais empresas anunciam em sua conta. O Google também faz parte do "Network Advertising Program", uma iniciativa que reúne diversas empresas anunciantes na internet, as quais você pode direcionar para perto ou para longe de sua conta.

Teoria da Entropia

Peter Eckersley, jornalista e blogueiro da Electronic Frontier Foundation (EFF), formulou e detalhou o que chama de "Teoria da Entropia". Em termos resumidos, ela determina um valor mínimo para que as informações colhidas sobre você permitam ao Google (e outros) identificar-lhe de forma precisa. Segundo Eckerley, a soma de "33 bits de Entropia" - medida usada pelo especialista - já garantem a possibilidade de deduzir quem você é, com boa taxa de acerto.

A mesma EFF oferece um recurso gratuito que calcula, com base nos dados de navegação do seu browser, o número de "bits" que você deixa como rastro visível para o Google, chamado Panopticlick. No caso da conexão e da conta utilizada para teste, com uso do Mozilla Firefox, nosso rastro converte-se em 22.92 bits. Em outras palavras, o Google poderia saber, neste momento, uma ou outra coisa sobre nós, mas ainda seria incapaz de identificar apropriadamente quem somos.

Faça o teste você também e diga-nos o quão invisível você é pelos comentários abaixo. E se você estiver interessado na teoria formulada por Eckersley, pode ler todos os detalhes aqui (em inglês).


Como fica sua privacidade com o novo atrevimento do Google

O que realmente pode acontecer a partir de 1 de março de 2012 com a vigência da "camisa de força digital

Todos estão recebendo e-mails, pop-ups e alertas do Google sobre sua nova "Política de Privacidade". A partir de 1º de março, usuários que continuam usando os serviços tacitamente declaram concordância com as novas regras impostas pelo provedor de serviços. Longe das declarações superficiais, apaziguadoras e que nunca dizem toda a verdade, por parte dos representantes do Google, é hora do cidadão saber realmente como ficará sua privacidade.


Se você acha que esta informação é dispensável, talvez não tenha percebido o valor deste direito - o direito de proteção dos dados pessoais, o direito de estar só, de não ser rastreado ou ter padrões, comportamentos privados e hábitos logados a cada passo que se dá no mundo virtual.

Primeiramente, na verdade, nada é para melhorar a "comodidade dos internautas". Você realmente acredita nisso? O fato é que hoje, além da política de privacidade geral, alguns serviços do provedor tinham regras próprias, adicionais. Com a nova política, estas regras (aproximadamente 60) ficam agrupadas em uma única regra. E o que tem de mal?

Em se unificando as políticas, o Google também se permite utilizar o que já estruturou antes de consultar o cidadão: um grande centro de mineração de dados, um poderoso cérebro de cruzamento, que agora, agrupará informações de todos os serviços, antes separados, isolados.

Quais os efeitos? Um cidadão que tenha uma conta de e-mail Gmail quebrada por determinação da Justiça, como os dados agora são coletados por um todo, poderá ver sua privacidade em outros serviços (Blogger, Orkut, Docs etc.) quebrada. Não há garantias que diante desta nova política, não fique mais fácil a autoridades e interessados obterem dados além dos necessários para uma investigação ou repressão de um ato ilícito.

Imagine que você faz uma pesquisa relacionada a sexualidade no buscador e neste momento, YouTube e Gmail são influenciados por esta busca; no Orkut ou Google+, perfis de vendas de produtos eróticos lhe enviam mensagens. Como se livrar deste rastro?

Você está no caminho de uma reunião. O tráfego parece estar diminuindo. Um texto surge: "você vai se atrasar, pegue a próxima saída para a rota alternativa". Você realmente deseja esta facilidade proposta pelo Google? Pois bem, para isso acontecer, considere que o Google bisbilhotou sua localização de seu celular Android e além disso fuçou no seu Calendar, para saber para onde você ia e quais seus compromissos!

Segundo a revista ScientificAmerica, teríamos também um problema grave de integração de dados entre contas diferentes. Imagine que você tem uma conta pessoal (usada para diversão) e outra profissional? Você gostaria de ter a integração entre ambas, relacionamentos, contatos, termos pesquisados? Pense bem...

A revista vai além, e explica que mais um problema futuro seria o descobrimento dos usernames, pois o Google+ solicita nomes reais e outros serviços, como YouTube, não. A partir de 01 de março, em tese, seu nome real poderia aparecer em todos os seus produtos Google. Legal?

Ao passo em que aprimora sua gestão de informações, o Google passa a ter um dossiê global e integrado de cada usuário de Internet, com cabeçalhos HTTP, IPs, localização geográfica, termos procurados, sua agenda do Calendar, conversas do Gtalk, documentos do Docs, etc. etc. Imagine tudo isto integrado, nas mãos das pessoas erradas?

Cada serviço do Google tem sua característica, o que demanda proteções adicionais de privacidade. Não se pode, em prejuízo do principio da especificidade (ou especialidade), conceder a serviços distintos regras idênticas. Cada dado deve ser coletado para finalidade específica. Agora, crio um simples e-mail e dou o direito ao Google de usar estes dados em todos os seus outros serviços? Sim! Não existe finalidade! E aliás, esta unificação parte da base mais protetiva à privacidade ou mais aberta? Com certeza da mais aberta. Pegue o serviço do Google que mais lhe dá direitos em relação a dados de usuários, unifique a todos os demais e pronto, estamos oferecendo "comodidade, facilidade aos internautas".

Não se trata de comodidade, mas de estratégia para anúncios focados, para lucrar com seus dados. Igualmente, é obscura a declaração da Privacy Officer do Google de que "os governos requisitaram regras menores e mais simples em relação à privacidade". Fica clara a intenção, favorecer quebras de sigilo, investigações e anúncios publicitários.

E para o usuário, o que resta? Não fazer login? Ignorar sua privacidade rumo a "novas experiências"? Não! Cabe ao Google nos dar o direito de escolhermos e desativarmos a combinação, conexão e intercâmbio de informações. Lembrando que pelo anteprojeto de Lei de proteção de dados pessoais, toda a combinação de informações deve ser previamente e expressamente autorizada pelo usuário, que aliás poderá revogá-la a qualquer momento. Não devemos buscar somente o direito de desligar anúncios, mas de desligar esta correlação de informações. Não devemos buscar o direito de limpar o histórico, mas efetivamente limpar os registros dos servidores do provedor...

O cidadão que quiser, por exemplo, manter dados desvinculados entre os serviços, segundo o Google só teria duas saídas: ou não fazer login ou criar novas contas. Imagine-se com uma conta para cada serviço?

É hora de buscarmos nossos direitos inerentes à privacidade digital, como os de poder peticionar e conhecer realmente cada informação que o provedor coleta sobre nós, o de realizar as chamadas "auditorias de privacidade" e principalmente o de "opt-out" de mudanças suspeitas nas regras do jogo, como a presente. Nos Estados Unidos, um bom exemplo: os republicanos Ed. Markey e Joe Barton já solicitaram à Federal Trade Comission (FTC) a investigação das violações à privacidade estampadas pela nova política, zelando, efetivamente, pelos direitos dos usuários.

Então me desculpe, mas não vejo benefício algum na política do Google, a não ser para aqueles ávidos em conhecer o que fazemos: anunciantes, empresas, governo e ao próprio Google, que terá mais tráfego em seus serviços.

Você pode até pensar, "Ora, mas o Google já faz isso há tempos!" Ok, mas agora passa a legitimar seus atos, em uma política em que, ou você concorda ou está praticamente fora da Internet. Precisamos de figuras que também defendam nossa privacidade no Congresso. Pense, e veja se não é hora de exigir de nossos Congressistas maior atenção a estes temas e aos nossos direitos.

Aliás, para nós, nossos direitos, para o Google, "idéias erradas". Pense bem antes de colocar seus dados nesta teia. Ou realmente você acredita que oferecer lembretes de sua reunião é mais importe do que seus dados e seu sagrado direito à privacidade?

Continue achando que o que é de graça não se questiona. Não há nada de graça, o preço de tudo isso são seus dados pessoais, o rastreamento da sua vida. Em síntese, como bem disse Jeff Chester, um cão de guarda da privacidade, Diretor do Centro de Democracia Digital, a partir de primeiro de março, receberemos uma "camisa de força digital", forçados a compartilhar informações pessoais, sem defesa.


Até quando a destruição de nosso direito à privacidade será coberto pelo falso manto da "otimização da experiência do usuário"? Não queremos novas experiências impostas, mas liberdade para construí-las, quando bem nos convier.

Atriz brasileira de 'A filha do mal' teve apenas uma semana para se preparar

"A filha do mal"


Fernanda Andrade estreia no cinema como protagonista do filme de terror.
'Sou muito fã do José Padilha e do Fernando Meirelles', revela paulista.


"A filha do mal", filme que estreou nesta sexta-feira (3) nos cinemas do Brasil, assustou as bilheterias norte-americanas tanto quanto seus espectadores quando chegou às telas daquele país - sem que ninguém esperasse, foi direto ao topo da lista de mais vistos, derrubando a superprodução "Missão: Impossível 4", estrelada por Tom Cruise. Mas, antes disso, quem levou o susto foi a atriz brasileira Fernanda Andrade que, depois de dois testes, foi escolhida para estrelar em um longa-metragem de cinema já como protagonista - e com apenas uma semana para se preparar.

O filme conta a história de Isabella Rossi (Andrade), uma mulher que busca descobrir a verdade sobre a mãe, Maria (Suzan Crowley), que mata três pessoas durante um ritual de exorcismo.

As atrizes Suzan Crowley (deitada) e a brasileira Fernanda Andrade em cena no filme 'A filha do mal', que estreou nos cinemas nesta sexta (3) (Foto: Divulgação)Fernanda, que já havia participado de seriados norte-americanos como "Anjos caídos" ("Fallen") e "CSI", faz seu primeiro longa-metragem no cinema sob um tema "pesado", como ela mesmo descreve. Para se preparar em tão pouco tempo, recorreu a livros e à internet.

"Usei muito o YouTube para ver clipes de pessoas possuídas e, principalmente, para identificar a diferença entre ataques epiléticos e casos de possessão. Também ouvi muito a gravação do exorcismo de Anneliese Michel(que inspirou o filme 'O exorcismo de Emily Rose'), que é apavorante e incrível ao mesmo tempo", destacou a atriz paulista de 26 anos, natural de São José dos Campos.

Nos Estados Unidos desde os 11 anos — ela mudou-se com a família por conta de uma transferência profissional do pai para Miami —, Fernanda já trabalhou ao lado de gente famosa, como o ator Andy Garcia; estudou balé e jornalismo; e agora está de olho nas produções nacionais para a telona.

Em entrevista por telefone, de Los Angeles, e com exclusividade para o G1, Fernanda Andrade revela curiosidades sobre os bastidores de "A filha do mal" (que já arrecadou mais de US$ 50 milhões nos EUA) e conta da vontade de fazer cinema no Brasil.

G1 — Como surgiu a oportunidade de fazer este filme? O que a fez aceitar o papel?
Fernanda Andrade — Fiz um teste há uns dois anos, com uma das cenas do filme, mas ainda sem o roteiro. Então, me chamaram para fazer um segundo teste, em uma outra cena. Depois disso, o diretor (William Brent Bell) pediu para conversar comigo. Só então pude ler o roteiro. E foi aí que me animei. Percebi que era uma coisa diferente. Uma semana depois, já estávamos filmando em Bucareste.

G1 — Você passou por algum tipo de preparação?
Fernanda — Como disse, não tive muito tempo, apenas uma semana. Mas vários fatores ajudaram bastante. Por exemplo: o diretor sugeriu que lêssemos um livro chamado “Interview with an exorcist” (“Entrevista com um exorcista”). Parece bobagem, mas foi algo que ajudou bastante. Foi um exorcista mesmo quem escreveu o livro. E foi importante, porque cresci num ambiente bem católico, com todos esses termos flutuando. Eu achava que entendia, mas isso acabou quando comecei a pesquisar, ler o livro e ouvir as entrevistas que o William estava fazendo com exorcistas de verdade. Consegui entender muito melhor esse mundo e essa lente com a qual eles enxergam o “demônio”, “anjos”, “Deus” e tudo isso.

G1 — A internet ajudou durante essa pesquisa?
Fernanda — Sim, usei muito o YouTube para ver clipes de pessoas possuídas e, principalmente, para identificar a diferença entre ataques epiléticos e casos de possessão. Também ouvi muito a gravação do exorcismo de Anneliese Michel (que inspirou o filme “O exorcismo de Emily Rose”), que é apavorante e incrível ao mesmo tempo. É marcante, quer você acredite ou não.

G1 — Você sentiu medo em algum momento durante as filmagens? Algo te impressionou?

Fernanda — Acho que, em geral, o tema já é bastante pesado, mas uma parte foi mais difícil e bem apavorante: a cena do exorcismo da Rosa (Bonnie Morgan), onde ela aparece toda retorcida numa cama, num porão. Esse porão ficava embaixo de uma mansão abandonada em Bucareste. Não sei o que tinha naquele lugar, mas, desde que entrei ali, senti uma coisa muito esquisita. Não sei se estava num dia ruim (risos), mas sei que não foi legal

. Fernanda Andrade chega ao manicômio onde revê a mãe depois de anos: primeiro encontro com Suzan Crowley só aconteceu durante as filmagens (Foto: Divulgação)

G1 — É verdade que você só conheceu Suzan Crowley na cena em que Isabella e Maria se reencontram?

Fernanda — É sim. Aquela cena foi filmada num hospital de animais abandonado, que por si só já era um lugar muito esquisito. O diretor achou melhor não nos conhecermos até aquele momento. Também achei isso superlegal, ajudou muito. E eu nunca tinha visto Suzan. Então foi um momento muito forte. Acho que ajudou aos dois lados.

G1 — Qual a diferença básica entre "A filha do mal" e os demais filmes de exorcismo?
Fernanda — Acho que este filme traz algo completamente diferente, que é a intenção de fazer um relato autêntico e honesto de como seria uma sessão de exorcismo se você a testemunhasse. Os outros filmes passam um lado sensacionalista. Acho que a intenção do William e do Matthew Peterman (roteirista) foi exatamente documentar e relatar a história dessa menina, a Isabella, entrando neste mundo. É como se o espectador tivesse entrado no quarto com ela, acho que essa é a experiência de se assistir ao filme.

G1 — Por que você acha que filmes do gênero fazem tanto sucesso?
Fernanda — Acho que todo mundo tem um interesse muito grande nas coisas que a mente humana não consegue explicar. É uma jornada pela qual todo ser humano passa, seja rapidamente ou pela vida inteira. No fundo somos seres limitados, e muita coisa a gente não entende. Acho que estes temas sempre serão enredo para histórias e filmes. Porque são perguntas que vamos sempre refazer.

G1 — Como você passou a encarar o assunto depois do filme?
Fernanda — De uma maneira muito diferente. Achava que entendia esses termos e ideias, mas realmente tive que limpar tudo. Porque a Isabella estava entrando neste mundo com muita esperança, esperança de resgatar a mãe, resgatar ela mesma, talvez. Então acho que tive que olhar tudo isso de um jeito muito diferente.

G1 — Você tem vontade de fazer cinema no Brasil?

Fernanda — Tenho muita vontade. Sou muito fã do José Padilha e do Fernando Meirelles. O Selton Mello ainda não chegou até aqui (risos), mas também sou muito fã do trabalho dele. Estou aberta. Sempre quis fazer filmes em português e trabalhar por aí. Estou abrindo essas portas e confiando no que vier.


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