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Rapaz viciado em games morre após ficar 23 horas jogando no computador

Taiwanês estava em um cyber café quando sofreu um ataque cardíaco, mas só perceberam o falecimento do jovem nove horas depois de morto

O jovem Chen Rong-yu, de 23 anos, morreu na última quarta-feira (01/02) após passar 23 horas seguidas jogando em um computador. Segundo o site Sky News, o taiwanês estava em um cyber café na cidade de New Taipei e participava de uma maratona de "League of Legends", um popular game inspirado em um mapa de "Warcraft III: The Frozen Throne".

As investigações apontam que a baixa temperatura (atualmente é inverno em Taiwan), aliado ao cansaço físico, o longo tempo sentado sem se exercitar e, provavelmente, uma alimentação inadequada, ocasionaram um ataque cardíaco fulminante no jovem, possivelmente por coágulos sanguíneos que interromperam a circulação do sangue.

De acordo com a garçonete do local, Chen foi visto vivo por volta do meio-dia do dia 1º de fevereiro, enquanto falava ao telefone. No entanto, as pessoas só perceberam que o homem veio a falecer cerca de nove horas depois do óbito, na noite de quinta-feira (02/02). Havia por volta de 30 pessoas no cyber café.

A família de Chen afirmou que, em setembro de 2011, o rapaz esteve em tratamento por problemas cardíacos. Abaixo um vídeo:

Apple foi a fabricante que mais vendeu smartphones em 2011, segundo IDC

A empresa comercializou 37 milhões de unidades no quarto trimestre do ano passado, ultrapassando Samsung, Nokia, RIM e HTC

A IDC, empresa de pesquisas de mercado, acaba de divulgar um relatório com os resultados do quarto trimestre das cinco principais fabricantes de smartphones do mundo. Segundo o estudo, a Apple liderou a lista com 37 milhões de unidades entregues no período e 23,5% da fatia do mercado.

Já a Samsung ficou com o segundo lugar do ranking, entregando cerca de 36 milhões de unidades de smartphones e faturando 22,8% da fatia de mercado. Porém, se levarmos em conta as vendas anuais, a fabricante liderou o mercado de vendas. Durante os quatro trimestres de 2011 foram 94 milhões de aparelhos comercializados contra 93,2 milhões da Apple.

A Nokia, por sua vez, ficou com a terceira posição com 12,4% de fatia do mercado e 19,6 milhões de unidades entregues no período em questão. A RIM e HTC permaneceram com o quarto e quinto lugares, respectivamente. A fabircante do Blackberry possui 8,2% do mercado de smartphones e a HTC, 6,5%. No caso da RIM, 13 milhões de unidades foram vendidas contra 10,2 milhões da HTC.

No total, todas as empresas entregaram juntas 157,8 milhões de smartphones, um crescimento de 54,7% no mercado em comparação com o mesmo período de 2010, período em que foram vendidos cerca de 102 milhões dedispositivos.

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Cabo que se arrebentou em peça não resiste ao calor

Heitor Cavalheiro foi responsável por todo o sistema de voo que existia em ‘Xanadu’. Ele também é muito requisitado por diretores.

Veja o video : http://tinyurl.com/7r7u8uv

Na peça, Danielle Winits era Kira, a deusa da dança, que ajuda o jovem Sonny, personagem de Thiago Fragoso, a abrir uma discoteca. Em uma das cenas, os dois atores são suspensos sobre a plateia para dar a ilusão de que estão voando.


A estrutura era formada por dois conjuntos de motores, um em cima de palco e um em cima da plateia.

De cada um deles saíam quatro cabos, que eram presos à atriz Danielle Winits. Thiago Fragoso ficava preso só no cinturão dela.

O movimento de voo acontecia quando os dois motores trabalhavam sincronizados: um puxando e o outro liberando a corda.

Heitor Cavalheiro foi responsável por todo o sistema de voo que existia em ‘Xanadu’. Ele também é muito requisitado por diretores, principalmente de musicais no Brasil, porque ele usa esses cabos que são muito finos e muito fáceis de serem escondidos em qualquer cenário.

“O fio que foi usado no espetáculo é o que a gente usa em todas as produções, em todos os sistemas de voo”, conta o diretor de efeitos especiais Heitor Cavalheiro.

Segundo Heitor, o acidente aconteceu quando os quatro cabos que saíam do motor que ficava em cima da plateia se romperam ao mesmo tempo. Os atores ficaram presos a outros quatro cabos e fizeram um movimento de pêndulo, antes de cair. Eles estavam a cinco metros de altura.

Um espectador fez um vídeo logo depois do acidente.

“Assim que eles caíram, eu mesmo não acreditei que foi um acidente. Achei que era parte da peça”, conta Lucas Huguenin.

No vídeo, Danielle Winits pode ser vista primeiro em cima da poltrona em que caiu, e depois se levantando. O ator Sidney Magal, que também trabalha em "Xanadu", subiu ao palco, cerca de 20 minutos depois, para dar explicações. “Obviamente vocês já compreenderam, era uma coisa que não esperávamos que acontecesse”, disse Magal.

“Quatro cabos. Como que duas toneladas de resistência simplesmente se romperam? Isso é algo que não é o que é feito para acontecer. A gente está esperando, de fato, o laudo da perícia para entender como esses quatro cabos se romperam”, afirma Heitor Cavalheiro.

“Mau uso ou uma instalação não adequada poderia levar a esse rompimento”, explica a professora de engenharia de materiais da Coppe/UFRJ Marysilvia Ferreira. “A outra coisa é se ele ficar em contato com alguma coisa que cause fricção no cabo. Aí, ele pode se romper, também”, acrescenta ela.

Como os cabos estavam no ar, não havia, segundo o responsável, ponto de fricção.
Em uma montagem do Sítio do Pica Pau Amarelo, em 2008, em São Paulo, uma atriz caiu sobre o palco, de uma altura de dois metros, e não se feriu. O sistema também era da empresa de Heitor Cavalheiro.

“O sistema era totalmente diferente. A gente não tinha ainda tanta tecnologia como a gente tem hoje envolvida nos sistemas. Naquela ocasião o que aconteceu foi uma falha humana, o técnico que engatava a atriz não fez o engate bem feito e ele abriu quando a pessoa estava voltando”, explica Heitor.

O Fantástico testou a resistência do cabo ao calor, usando apenas um isqueiro. Em três segundos, o cabo se rompe. No segundo teste, o cabo foi colocado próximo a uma lâmpada de 500W, que é uma potência muito inferior às usadas no teatro. O cabo também foi esticado a uma tensão muito menor do que a que ele estava na hora do voo dos atores. Em poucos minutos, o cabo se rompeu.

“Ele é, quimicamente, bastante resistente. Termicamente, ele já não é um material tão resistente. Aquecimento e fricção, por exemplo, isso poderia levar a um rompimento. A perícia tem condições de identificar o tipo de mecanismo que levou ao rompimento”, diz Marysilvia Ferreira.

O Fantástico perguntou a Heitor Cavalheiro, por telefone, se haveria possibilidade de uma lâmpada ter arrebentado o cabo.

“Não. Não acredito porque o cabo resiste até 70 graus. Você precisaria ter um foco de luz que superasse 70 graus. Não tinha nenhuma luz diretamente acima do cabo”, afirma Heitor.

O equipamento que apresentou defeito em “Xanadu” foi usado em outras peças, como "As bruxas de Eastwick", em que três atrizes eram suspensas.

“É muito impressionante, porque você olha para cima e as pessoas tão voando sem você ver os cabos”, conta Charles Möeller, um dos diretores de "As bruxas de Eastwick".

“O público adora ver os atores voando. É circo. Quando a gente era garoto, no circo, as pessoas voavam também”, acrescenta Claudio Botelho, um dos diretores de "As bruxas de Eastwick".

“Tem que lembrar que desde que o teatro é teatro as pessoas voam”, completa Charles Möeller.

Em um vídeo, podemos ver Heitor preparando as atrizes Maria Clara Gueiros, Sabrina Kogut e Renata Ricci.

“A gente não só levantava no sentido vertical, quanto ia para a frente, para a platéia, e voava a seis metros da plateia”, lembra Maria Clara Gueiros, atriz.

“Das três, sempre fui a mais destemida, lá em cima eu queria girar, só o figurino que impedia”, revela a atriz Renata Ricci.

Renata e Sabrina também fazem parte do elenco de “Xanadu”.

“Eu estava presente na hora do acidente. Eu vi tudo acontecer. Não tinha pessoal gritando, não tinha pânico não”, garante Sabrina Kogut.

A diretora Sura Berdichevski foi uma das pioneiras no uso de cabos em teatro no Brasil. No início dos anos 90, ela já fazia Peter Pan voar.

“Puxavam na mão. Então, era uma questão de peso mesmo, de equilíbrio de peso. Um trabalho, mesmo, braçal”, explica Sura.

A tecnologia dos cabos avançou muito. Hoje, até o cantor Luan Santana voa no show.

“É tudo por máquina, tudo por controle remoto, os movimentos já são pré-programados. Todo show é mesma coisa, eu vou, volto, desço, subo, tudo certinho, tudo programado”, garante Luan.

Mas, mesmo com toda a tecnologia, acidentes podem acontecer. No Rock in Rio de 2011, Claudia Leitte sofreu um imprevisto a cinco metros de altura.

O laudo da perícia que vai apontar o que aconteceu com os atores de “Xanadu” sai em um mês.


“Eu acho que o show não pode parar. Nem o Thiago ia querer que o show parasse, nem a Dani também. Com certeza, nossos colegas de trabalho, a gente quer muito que eles voltem rápido”, fala Sabrina Kogut.

Faustão Fala sobre DANIEL do BBB 12 e Polemica AO VIVO

Samsung gasta mais de US$10 milhões para fazer piada com a Apple

Exibido durante o Super Bowl, novo comercial do Galaxy Note traz estrelas da música e do esporte e faz parte de campanha da fabricante contra produtos da rival.

A Samsung gastou pelo menos 10 milhões de dólares em seu novo comercial do tablet/smartphone Galaxy Note, que foi ao ar na noite de domingo, 5/2, durante o 46º Super Bowl (final do campeonato de futebol americano), nos Estados Unidos. As informações são do site especializado Apple Insider.


O anúncio faz parte de uma campanha da fabricante sul-coreana que está sendo exibida desde 2011 e tem como objetivo fazer piado com o hype criado em torno dos lançamentos de produtos da Apple (e suas intermináveis filas). Chamado de “Thing Called Love”, o clipe de um minuto e meio de duração usa a música “I Believe In a Thing Called Love, da banda de rock The Darkness (lembra deles?) como trilha sonora e ideia principal do vídeo.

Na propaganda, vemos várias pessoas no que parecem ser filas para um lançamento da Apple, quando chega alguém com o novo Samsung Galaxy Note, com tela de 5,3 polegadas de alta resolucação e uma caneta stylus, que chama a atenção dos presentes e faz com que todos saiam das filas, gritando "Liberdade" e cantando os versos compostos pelo vocalista Justin Hawkins, do Darkness, que aparece no vídeo.

Além disso, o comercial conta com a participação do famoso jogador de futebol americano Brian Urlacher, do Chicago Bears (que não disputou o Super Bowl), que dá autógrafos para as pessoas da fila usando justamente a caneta stylus do Galaxy Note.

Fontes dão conta de que a Samsung gastou mais de 10 milhões apenas pelo tempo do comercial no ar, durante o último e decisivo quarto da partida, vencida pelo New York Giants. Isso sem contar a contração de Urlacher e toda a produção envolvendo o comercial.

O Samsung Galaxy Note já está disponível no Brasil com preço sugerido de 1.999 reais.

Milhares de usuários do Facebook são atingidos por novo golpe

Mais de 60 mil pessoas visitaram uma página falsa que promete um vídeo da CNN sobre “o ataque dos EUA ao Irã”. Endereço distribui vírus.

Milhares de usuários do Facebook estão compartilhando links para o que seria um vídeo da CNN sobre um “ataque dos Estados Unidos ao Irã e a Arábia Saudita”, segundo informações divulgadas pela empresa de segurança Sophos.

Quem clica no link para “a cobertura do ataque” vê uma mensagem pedindo para que o Adobe Flash seja atualizado. Segundo a empresa de segurança, todo esse processo traz telas bem convincentes, o que tem feito muita gente clicar e baixar um programa nocivo conhecido como Troj/Rootkit-KK.

As máquinas infectadas passam a ser controlada pelos criminosos, que publicam mensagens na rede social sem a autorização dos donos dos perfis, entre outras ações.

De acordo com a Shophos, mais de 60 mil usuários do serviço foram parar na página falsa da CNN, em apenas três horas. Na sexta 3/2, o Facebook divulgou um comunicado dizendo que estava “limpando essa mensagem indesejada de sua rede”. Os responsáveis pela rede removeram o link original, mas outros surgiram com o mesmo objetivo e estão sendo compartilhados.

“Os criminosos estão criando outros endereços com o mesmo conteúdo”, afirma o consultor de segurança da Sophos, Chester Wisniewski.


Site de torrent BTjunkie encerra suas operações

O serviço estava entre os cinco maiores sites de P2P e nunca foi envolvido em ações judiciais, mas os movimentos recentes devem ter influenciado

O Btjunkie, um dos maiores sites torrent de compartilhamento de arquivos, fechou as portas voluntariamente neste fim de semana. O serviço estava entre os cinco maiores sites de P2P e nunca foi envolvido em ações judiciais, mas os movimentos recentes contra o MegaUpload e o The Pirate Bay devem ter influenciado no fechamento.

"Este é o fim da linha, meus amigos", diz uma mensagem curta do proprietário, no site. "A decisão não é fácil, mas decidimos voluntariamente desligar tudo. Temos lutado há anos pelo seu direito de se comunicar, mas é hora de seguir em frente. Tem sido uma grande experiência, desejamos-lhe tudo de melhor", diz a mensagem.

O fundador do BTjunkie contou ao site TorrentFreak que as ações legais contra sites de partilha mais populares, como MegaUpload e The Pirate Bay, "tiveram um papel importante" na decisão. Os fundadores do MegaUpload foram presos em janeiro e podem pegar até 20 anos de prisão em acusações de violação de direitos autorais.

Já os criadores do The Pirate Bay, provavelmente o maior site de compartilhamento de arquivos torrent, foram condenados a um ano de prisão e multados em cerca de US$ 5 milhões por um tribunal sueco. Ao contrário do MegaUpload, onde agentes federais apreenderam o domínio e fecharam o site, o The Pirate Bay ainda está funcionando e mudou o domínio de .org para .se, para evitar que agentes norte-americanos apreendessem o domínio. O site agora também usa magnet links por padrão, em vez de arquivos torrent, para tornar o download mais difícil de rastrear em nível individual


Efeito MegaUpload: Mais de 10 sites de arquivos mudam política

Após fechamento do Megaupload, diversos serviços desabilitaram a função de compartilhamento ou começaram a remover conteúdos protegidos por direitos autorais.

Depois que o FBI fechou o site Megaupload por infringir direitos autoriais, mais de 10 sites de compartilhamento de arquivos mudaram sua política de funcionamento, desabilitando as funções que permitiam o intercâmbio ou removendo conteúdos protegidos.

No último fim de semana, o disco virtual FileSonic deu o pontapé inicial às mudanças, quando desabilitou o compartilhamento de arquivos entre usuários, transformando o serviço em armazenamento exclusivamente pessoal.

Seguindo o fluxo, mais 10 sites mudaram a forma como lidavam com conteúdos protegidos por direitos autorais. Veja abaixo a lista publicada pelo portal Life Hacker:

Fileserve: assim como o FileSonic, bloqueou o compartilhamento, passando a permitir apenas o armazenamento pessoal de dados. A empresa está removendo diversos arquivos e apagando contas Premium. Mudou o servidor de lugar e encerrou sua página no Facebook. Novos arquivos estão sendo deletados logo após o upload.

VideoBB: o serviço de filiação foi desativado.

Filepost: o site começou a suspender contas que compartilham conteúdos protegidos por direitos autoriais.

Uploaded.to: bloqueou o acesso ao serviço nos EUA.

Videozer: o programa de filiação foi desativado.

Filejungle e Uploadstation: as empresas da Fileserve tomaram as mesmas medidas que sua proprietária e está testando o bloqueio de acesso de IPs dos Estados Unidos.

4Shared: começou a apagar diversos conteúdos de seus servidores.

EnterUpload: o serviço está fora do ar e quando tentamos acessá-lo, fomos redirecionados à página luxury.net.

O Megaupload foi fechado após uma ação do FBI motivada por denúncias da Universal Music de que os servidores da empresa armazenava e permitia compartilhamento gratuito de conteúdos protegidos por direitos autorais.

O fundador da empresa Kim Schmitz foi preso, junto com mais três diretos da companhia.

Em retaliação ao fechamento do site, o grupo de hackers Anonymous realizou ataques de negação de serviço (DDoS) que tiraram do ar os portais do FBI, Universal Music, entre outros.

Especialistas dão dicas de como cuidar do cabelo sem utilizar formol

A recomendação é para que as mulheres sejam fiscais de seus cabeleireiros.

veja o video:http://tinyurl.com/765sy5o

Semana passada, o Fantástico fez a denúncia do uso ilegal de formol para alisar cabelos e mostrou o mal que isso pode fazer a saúde. Nós recebemos muitas mensagens de mulheres , preocupadas com o assunto e implorando uma solução: como manter os cabelos lisos, bonitos e sem formol. É o que vamos ensinar neste domingo.

Para saber exatamente os danos que um alisamento pode causar, veja o doutor Luciano escaneou um fio de cabelo que sofreu alisamento com um produto legalizado, mas que foi mal feito e prejudicou o fio.

“Essa imagem é bem clara. Ela mostra a fratura do fio. É nítida a diferença entre a região da fratura e a dos fios normais. Ele está esgarçado” afirma o médico. “Nós já sabemos que formol é crime e mata”.

Por isso, a recomendação é: mulheres sejam fiscais de seus cabeleireiros.

Nós fomos a uma clínica médica especializada em cabelos para saber como as mulheres podem descobrir se os alisamentos que elas estão fazendo nos salões são com substâncias permitidas. A dica é levar um papel com as quatro principais substâncias legalizadas que são usadas nesses tipos de alisamentos: hidróxido de sódio, hidróxido de cálcio, tioglicolato de amônia e hidróxido de guanidina.

“Essas quatro substâncias não fazem mal à saúde, desde que aplicadas corretamente e adequadamente. O cabeleireiro tem que seguir o rótulo d fabricante e preparar o produto na frente da cliente”, explica o médico Luciano Barsanti.

Outro cuidado é indispensável: “É importante e fundamental que seja feito o teste da mecha, com isso o profissional e a própria cliente tem a condição de saber se o cabelo recebe o produto e se ele não vai se danificar”, afirma Luciano.

Mas, tomando esses cuidados, o alisamento com alguma dessas substâncias indicadas pelo médico vai realmente deixar o cabelo bonito? Geiza vai alisar seus cabelos com tioglicolato de amônia.

“O alisamento vai ser um alisamento de longa duração, o que pode substituir perfeitamente o uso do formol”, explica o cabeleireiro Alan Medeiros.

Uma hora depois, o resultado: “Ficou melhor do que eu esperava, bem melhor”, comenta Geiza.

Vamos acompanhar um alisamento com outro produto: hidróxido de guanidina. A cliente está ansiosa.

“Após 15 minutos do teste de mecha, nós notamos que o cabelo não resistiu ao produto”, explica Alan.

Aline alisou os cabelos com formol por oito anos. Procurou um médico que foi taxativo: ela tem que ficar um bom tempo sem fazer nenhum alisamento químico. Vai ter que se virar só com escova e secador, mas, até nesse caso, os cabelos correm perigo.


“É menos ruim você fazer uma escova progressiva, um relaxamento ou um alisamento bem feito e propriamente executado do que utilizar a escovação diária com a tração do fio e o arrancamento do bulbo, que é a fábrica do fio, porque ai você perde o cabelo definitivamente.

Aprenda, então, a fazer a escova de maneira correta, sem puxar demais os fios.

“Você pode usar a escova tradicional, sem puxar demais, e sem muito calor perto do fio”, afirma Luciano. “Hoje existem técnicas que gastam um pouco mais de tempo na execução. É só ter um pouquinho de paciência e técnica.

Apesar de todas as técnicas de alisamento, para especialistas, o melhor mesmo é deixar os cabelos naturais, mas como deixá-los naturais e bonitos?

E o especialista dá duas dicas usando essas duas mulheres.

“A dica para quem tem cabelos cacheados é ativar o cacho usando um creme sem enxágüe próprio para cacho”, sugere Tiago Parente.

#Fica a dica: papel toalha seca sem deixar o cabelo estático

Depois de espalhar bem pelos fios, vem a novidade: papel toalha, o de cozinha mesmo.

“Desse jeito, você vai ativar o cacho e vai tirar o excesso do produto. Aperta durante dois ou três segundos”, explica.

“O ideal é deixar ele terminar de secar naturalmente, mas, para quem não tiver tempo o ideal: “O ideal é ter um difusor. Vai espalhar melhor o vento, o vento vem mais frio. Estraga menos e não deixa ficar principalmente eletrizado, e ainda vai ativar o cacho”, completa.

Agora, se seu cabelo for do tipo nem liso nem ondulado, no meio do caminho mesmo, o cabeleireiro ensina a fazer um coque especial. “O coque vai ficar na nuca. A parte da frente vai secar toda lisa e a parte detrás vai ficar ondulada”.


“Depois de bem seco, você solta. Sacode bem a cabeça, joga para trás, penteia com as mãos e arruma a ondulação”, finaliza.

E o melhor de tudo é que este é o cabelo da moda.

“O cabelo com mais tendência, cabelo mais moderno, é o cabelo com um caimento natural”, afirma o especialista.


Formol é usado ilegalmente em salões de beleza para alisar os cabelos

Em 2009 a Anvisa proibiu a venda de formol puro no país todo. Mesmo assim, ele continuou sendo usado agora com outros nomes: escova inteligente, marroquina, egípcia e de chocolate.

veja o video:http://tinyurl.com/6wx6htz

As autoridades de saúde já alertaram: o conteúdo do frasco é extremamente perigoso. Estamos falando do formol, substância química, de cheiro forte, e cuja venda é controlada. Então, por que as mulheres continuam usando o formol? E por que salões de beleza insistem em aplicar o produto, em doses excessivas, para alisar o cabelo?


As fotos tiradas ainda no hospital não deixam dúvida: o corpo da comerciante Mariluz de Souza reagiu com muita força a uma intoxicação. “Ela deu entrada na emergência do hospital. Ela estava com a face inchada e com feridas no couro cabeludo, perdendo parte do cabelo”, contou o alergista Juliano Coelho Philippi.

Ainda internada, Mariluz fez vários testes, como o de alergia. “Foram aplicadas 40 substâncias. Para Mariluz, uma substância deu resultado alérgico: formaldeído, o formol. Dá para se afirmar, com certeza, que a reação foi por conta do formol. Qual é a consequência mais grave que poderia ter acontecido com ela? Desde perda do couro cabeludo até eventualmente óbito poderia acontecer”, alerta o alergista Juliano Coelho Philippi.

“Eu lembro os flashes do momento que eu entrei no hospital, que caiu minha ficha que eu pensei: ‘Meu Deus, mais um que vai passar na televisão: Mulher morre ao fazer escova com o formol’”, comentou a comerciante Mariluz de Souza.

O formol começou a ser usado para alisar os cabelos há dez anos, nos salões de beleza do subúrbio do Rio de Janeiro. “Fui eu que inventei. De uns seis meses, um ano para cá, está todo mundo em cima tentando fazer e fazendo”, comentou um cabeleireiro à época da reportagem.

Esse tipo de alisamento, que ficou conhecido como escova progressiva, virou febre também entre as paulistanas e depois chegou ao país inteiro. Até que, em 2004, veio o alerta do Instituto Nacional de Câncer (Inca). “O formol foi classificado, desde 2004, como um agente reconhecidamente cancerígeno”, afirma Ubirani Barros Otero, epidemiologista do Inca.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o formol está relacionado ao aparecimento de tumores no nariz, na boca, na faringe, na laringe e na traqueia. Também pode atacar o fígado. O câncer pode levar anos para aparecer.

“Se as pessoas começaram a usar e a fazer esse procedimento nas mulheres a partir de 2000, lá para 2020 ou 2030 a gente pode ter uma mudança no perfil dessa doença no Brasil”, prevê Ubirani Barros Otero, epidemiologista do Inca.

Por conta do uso em alisamentos, em 2009 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de formol puro no país todo. Mesmo assim, ele continuou sendo usado agora com outros nomes: escova inteligente, marroquina, egípcia, de chocolate etc.

Uma cabeleireira admite: “Quando o cliente pergunta se tem formol, a gente responde: ‘Não tem, é proibido, a gente não usa formol’. Mas na verdade tem formol, sim”.

Quando a comerciante Mariluz de Souza procurou um salão de beleza em Cuiabá para fazer um alisamento nos cabelos, ela deixou bem claro para cabeleireira. “Disse que eu não queria que fizesse escova com formol. Ela respondeu que a dela não continha formol”, afirma Mariluz.

Nós procuramos a profissional que atendeu a Mariluz. Ela disse ter aplicado um produto com pouquíssimo formol: 0,2%. Nessa quantidade, autorizada pela Anvisa, o formol atua apenas como conservante e não provoca riscos à saúde.

“Creme não alisa cabelo. Então, ele tem uma porcentagem pequena, de 0,2%, mas ele tem”, afirma a cabeleireira Cristiane Maldonado.

Atenção, mulheres: 0,2% de formol não alisa cabelo. Se a mistura alisar, é porque tem mais formol do que devia. As equipes do Fantástico foram às ruas comprar alguns dos produtos mais usados nesse tipo de alisamento.

Começamos em uma feira internacional de estética, em outubro passado, no Rio de Janeiro. “É a mais conhecida de todo o Rio de Janeiro”, comenta o vendedor. Ele diz que o produto tem só o formol liberado: “0,2%”.

Já em outro estande, a resposta é outra. “A empresa fala que é 2%. Então, eu passo que é 2%, mas eu acredito que seja mais”, conta a vendedora.

Os produtores do Fantástico foram também aos salões e compraram os alisantes direto dos cabeleireiros. Em Madureira, no subúrbio carioca, a cabeleireira separa o produto na hora. “Esse tem formol bem pouquinho. Não é aquilo que mata o povo”, diz.

Em um salão em Ipanema, a conversa dura poucos minutos na frente das clientes. “O produto está aqui dentro. Só que o produto que está aqui dentro não é o que está na embalagem”, revela um cabeleireiro.

Mas por que não vem na embalagem dele? “Porque esse é o produto que um químico faz. Isso normalmente se compra em fábrica. Eles são muito fracos. São muito fracos”, alega o cabeleireiro.

Nós trouxemos todos os produtos para serem analisados no instituto de química da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A metodologia usada é a mesma recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esse tipo de produto. A implantação do método e os testes levaram quatro meses, e os resultados são assustadores.

Vamos ver o resultado de um produto comprado pela produtora do Fantástico no próprio salão de beleza em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O resultado: 6,66%, mais de 30 vezes o valor permitido. Voltamos ao salão.

“A gente não trabalha mais. Todos os nossos produtos não têm nada de formol”, garantiu o cabeleireiro. “Mas você fazia até pouco tempo atrás”, pergunta a repórter. “Todo o Rio de Janeiro fazia”, responde o cabeleireiro. O Fantástico insiste. “Não vou falar mais nada. Já falei tudo”, diz o cabeleireiro.

O resultado do teste do alisante comprado no salão de Madureira. Pode matar, sim. O produto dela tem quase 18 vezes o permitido. “Eu não sabia. a gente compra de um fornecedor. Então, a gente não tem como ver se o negócio tem formol, se não tem formol”, alega a cabeleireira.

E o produto que deixou a Mariluz no hospital? Em Cuiabá, a equipe de reportagem do Fantástico pediu à cabeleireira que atendeu a comerciante uma amostra da mistura que foi usada. O resultado: 24 vezes o permitido.

“Isso aqui para mim também é uma surpresa, porque eu não tenho como analisar o produto. A gente usa o que é vendido”, justifica a cabeleireira Cristiane Maldonado.

Não é o que diz o que diz o Instituto Nacional de Câncer. “Todo cabeleireiro sabe que tem formol pelo cheiro”, afirma Ubirani Barros Otero, epidemiologista do Inca.

O Fantástico viu o resultado dos outros produtos comprados na feira de cosméticos e em uma área de comércio popular do Rio de Janeiro. Das 11 marcas testadas, 7 tinham mais formol do que o permitido – até 24 vezes mais.

Em nota, o fabricante da escova Onyx “nega que tenha usado formol acima do permitido” e admite que “pode ter ocorrido algum problema de manipulação”. O laboratório responsável pelas marcas Eagle e Alfa Trat diz que os produtos testados não são dele – “são falsificados” e que vai “levar o caso à polícia”.

O laboratório que aparece na embalagem de Algo Mais diz que "não fabrica mais" o produto e que o seu nome "está sendo usado indevidamente". O fabricante citado no rótulo de Liss Perfect não atendeu a reportagem.

Em um primeiro contato, o representante da Vitalise disse que enviaria uma nota, mas não o fez e não atendeu mais as ligações dos nossos produtores. O Fantástico não encontrou o responsável pela marca Bottox. O CNPJ e o endereço informados no rótulo são incorretos.

Mas todos esses produtos com formol fora da lei trazem no rótulo uma autorização de funcionamento da Anvisa. Como pode isso?

“A lei diz que o estado e o município têm que fiscalizar. Quem está errando é o bandido, que está fazendo um produto em desacordo com a legislação sanitária, utilizando ingrediente proibido. O que eu tenho que fazer? Chamar a polícia para prender esse bandido”, afirma Josineire Sallum, gerente-geral de cosméticos da Anvisa.

A Anvisa também culpa as consumidoras. “Responsáveis por ainda ter o formol no mercado são as mulheres, que se utilizam desse procedimento e não deixam de utilizar”, acrescenta a gerente-geral de cosméticos da Anvisa.

Os resultados assustaram o médico Anthony Wong, especialista da Universidade de São Paulo (USP) em substâncias tóxicas. “É ilegal e extremamente perigoso. A pessoa que utilizá-lo profissionalmente ou está aplicando em uma pessoa que precisa fazer isso está causando sérios danos à saúde”, alerta.

Em concentração tóxica, o formol atinge o organismo de várias maneiras. Em contato com o couro cabeludo, ele provoca uma espécie de queimadura química. A pele fica irritada e, em resposta, o corpo aumenta a circulação de sangue naquela região.

O formol, também conhecido como formaldeído, penetra pela área ferida e cai diretamente na corrente sanguínea, se espalhando pelo corpo. Durante a aplicação nos cabelos, ele evapora e pode ser inalado por todos que estão no ambiente. A substância provoca irritação do nariz e da garganta. Em casos extremos, a pessoa pode ter uma laringite aguda e ficar sufocada.

Ao descer pelo organismo, causa ainda o fechamento da traqueia e dos brônquios, também dificultando a passagem de ar.

Em casos extremos, o formol pode levar ao colapso da circulação. Isso acontece quando há uma dilatação geral do organismo. O coração é afetado e há uma queda de pressão. A pessoa pode entrar em choque e morrer.

Uma cabeleireira trabalha na área há 15 anos. Diz que faz até dez escovas progressivas por dia e sente os efeitos no próprio corpo. “Saí de licença médica por causa do uso do formol umas quatro vezes”, contou.

Segundo ela, muitos produtos são manipulados no próprio salão de beleza. “O formol é colocado junto com outros, com creme, acrescenta mais algumas coisas de queratina, ampolas que não tenha cheiro, essas coisas todas”, diz a cabeleireira.

Isso é considerado crime hediondo, mas a procura pela escova gerou um mercado clandestino de venda de formol. Na internet, várias páginas oferecem a substância pura para ser usada em alisamentos.

“Às vezes alguns profissionais fazem o que a gente chama de batizar o produto. Eles pegam o creme hidratante de uma empresa tida como séria, adicionam o formol e aplicam nos cabelos”, comenta o cabeleireiro Alexandre Xavier.

Com uma troca de emails e um telefonema, o Fantástico negociou a compra de cinco litros. “E eu teria o material pronto para ser retirado quando?”, pergunta a repórter. “Imediatamente. É só estar ligando e confirmando o horário”, diz a negociadora.

Fomos a Belo Horizonte buscar a encomenda. “É proibido vender em farmácia. Antes era encontrado fácil. Aí como as pessoas estavam abusando em cabelo, eles proibiram a venda em farmácia. Eu trabalho com produto químico para limpeza, e o formol é usado para fazer o detergente. Aí é fácil. O pessoal está procurando demais. Tem muito cliente em salão. Vendo formol demais para progressiva”, revela a mulher. Depois da venda, ela ainda dá um aviso: “Só assim: se vocês forem abrir, tem que abrir em local aberto, porque o cheiro é muito forte”.

No Hospital Municipal Salgado Filho, na Zona Norte do Rio, a negociação com um maqueiro acontece do lado de fora. “O cara que está lá disse o seguinte: que ele arruma até um lá, mas depois ele não vai poder arrumar mais para a senhora. Ele vai quebrar seu galho, mas ele falou que vai querer R$ 70. Um litro. A senhora fica ali no poste que eu vou lá buscar. A senhora tem salão mesmo?”, pergunta o maqueiro. Minutos depois, outro maqueiro volta com a garrafa de formol.

Em uma funerária em Nilópolis, Baixada Fluminense, que usa o formol na preparação de cadáveres, o Fantástico comprou dois litros. “Esse daí algum salão já comprou e deu certo?”, pergunta a repórter. “Olha, eu já vendi. Inclusive eu já arrumei um desses para minha vizinha, que é cabeleireira. Ela já usou e ela nunca falou nada. Inclusive usou no cabelo da minha mulher”, diz o funcionário da funerária, que mostra uma foto. “Aqui o cabelo dela como ficou, da minha esposa, lisinho”, destaca.

Já na saída, o funcionário da funerária reconhece a ilegalidade do que acabou de fazer. “Deixa eu falar uma coisa para a senhora: isso aí fecha as nossas portas. Isso fecha as portas”, reconhece.

É o formol puro que vai parar na cabeça de mulheres como a bacharel Vanessa Magalhães da Silva. Ela começou a fazer a escova aos 17 anos e reaplicava o produto a cada três meses. “Sempre tive consciência de que poderia causar algum mal, mas continuei fazendo porque era bom, o cabelo ficava bom. Eu sabia, já sabia de tudo que podia causar, mas naquela altura do campeonato eu queria o cabelo liso. Então, se para ficar liso tinha que por o formol puro, que colocasse o formol puro”, afirma.

Em uma das aplicações, o desconforto foi grande demais. “A última vez, que foi quando eu me assustei de verdade, foi porque eu estava de máscara, com uma toalha, e ainda assim eu tive dificuldade de respirar. Então, eu tive que mandar parar de fazer para que eu pudesse respirar, tomar ar, ir para fora etc. Eu não conseguia respirar mesmo, me trancou inteira. Daí eu me assustei. Foi a última vez que eu fiz, nunca mais fiz”, conta Vanessa.

A bacharel parou com a escova progressiva há cinco anos, mas ainda convive com uma ferida no couro cabeludo. “No começo, ela chegava a sangrar, coçava muito, estava sempre vermelha. Foi melhorando. Eu tenho dificuldade com ela no verão, porque acho que sua mais na região. Como é na nuca, ela abre, coça e às vezes sangra”, revela.

A comerciante Mariluz de Souza, de Cuiabá, não teve sequelas. “Fiquei traumatizada com escova inteligente, progressiva, não sei que nome dar. Mas com formol nunca. Logo em seguida que você passa por uma situação de você quase ter morrido, o primeiro sentimento que vem é que graças a Deus que eu estou viva. Aquele sentimento de ‘Vou processar, vou fazer isso’ não vem na minha cabeça. Na minha cabeça, eu só estava agradecendo a Deus o tempo todo de eu estar viva”, comemora a comerciante.

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