Meus pensamentos...

Vivo para qualquer migalha de atenção que queira conceder-me.

The Cast Looks Ahead: Inside The Walking Dead

Danai Gurira interpretará personagem importante na próxima temporada.

Preparem-se, pois a nova temporada de The Walking Dead tem tudo para ser um estouro (não continue se não quer saber informações sobre o último episódio e spoilers do terceiro ano do seriado!).

A segunda temporada terminou no domingo com muitas emoções, um super ataque zumbi e dois vislumbres de elementos importantíssimos para os quadrinhos que deram origem à produção: a personagem Michonne e a famosa prisão onde os personagens se refugiam por algum tempo, nos HQs.

Aliás, temos novidades muito legais para a próxima temporada (que, infelizmente, só volta lá no final do ano!). Michonne só apareceu de capuz, mas, segundo o Omelete, a atriz que a interpretará já foi contratada: Danai Gurira.

Nos quadrinhos, a personagem é uma das favoritas dos fãs e muito importante para a sobrevivência do grupo liderado por Rick Grimes.

Outra figura que deve dar as caras é o terrível Governador. Ele será interpretado por David Morrisey.



Além disso, Michael Rooker afirmou que vai voltar à série como Merle Dixon (aquele cara que ficou algemado no telhado de um prédio na primeira temporada e desapareceu, lembram?).

Se bem conduzida, a terceira temporada tem tudo para ser a melhor da série até agora. Pessoalmente, adorei as descobertas que o grupo fez na prisão e os acontecimentos que se seguiram, nos quadrinhos. Devem nos render excelentes episódios.



Procurando clipes da sua banda preferida? Encontre-os com a ajuda desta ferramenta especializada em música. Cleepr

Cleepr é uma ferramenta perfeita para quem realmente gosta de música e já está há tempos procurando "aquele" clipe da sua banda favorita que nunca encontrava.

O site proporciona aos seus usuários, através de um sistema otimizado para encontrar vídeos relacionados ao mundo da música, buscas muito mais ágeis e direcionadas a um público alvo específico, gerando resultados mais eficientes e aproveitáveis para quem quer encontrar o melhor que a internet tem a oferecer em conteúdo multimídia.

Sua interface é bastante limpa e só contém alguns elementos básicos para que você encontre exatamente o que procura, sem complicações. Dessa forma, você não precisa perder tempo com outros assuntos senão os que deseja encontrar.

Como encontrar seus clipes favoritos?

Para iniciar a sua busca, não é necessário se envolver em nenhum tipo de complicação, pois basta digitar o nome da sua banda, de um artista ou mesmo fornecer diretamente o nome da música que você procura, para que o site retorne dezenas de resultados.

Após conferir uma série de resultados relacionados, basta escolher qual mais se aproxima das suas expectativas e clicar nele, para que o sistema abra uma nova janela e comece a tocar o respectivo vídeo.

Depois de terminar de assistir, você poderá fechar a janela com apenas um clique, para continuar a buscar clipes tranqüilamente.




http://www.baixaki.com.br/download/cleepr.htm

Justin Bieber "exibe hematomas e sangra" na capa da revista Complex



A febre Bieber pode ser perigosa. Tanto que o fenômeno teen apanha, mas também bate na edição de aniversário de 10 anos da revista Complex. De terno, Bieber aparece com hematomas e sangra nas mãos, peito e rosto.

"Não há motivo em fazer isso se eu não for o melhor. Eu abri mão da minha vida pessoal, amigos e família para lutar pelo o que eu amo fazer e deixar os fãs felizes. Por que eu largaria tanta coisa para ser um cantor qualquer?", disse para a revista.

Veja as fotos do ensaio fotográfico e o vídeo com os bastidores abaixo:

Branca de Neve e o Caçador: Trailer inédito é apresentado por Chris Hemsworth

Branca de Neve e o Caçador, a adaptação nada convencional do famoso conto de fadas dos irmãos Grimm, ganhou um novo trailer, apresentado por um dos protagonistas: o caçador Chris Hemsworth (Thor).

Na trama, Eric (Hemsworth) é obrigado pela rainha má Ravenna (Charlize Theron) a desbravar a temida floresta sombria na missão de encontrar sua enteada, Branca de Neve (Kristen Stewart). Tudo muda quando ele descobre que na realidade a soberana quer a morte da garota e ambos passam a ser os pivôs de uma revolução.

Com direção de Rupert Sanders, Branca de Neve e o Caçador estreia em 1º de junho deste ano.

perguntas mais frequentes sobre uso de pilula anticoncepcional


Qual a melhor pílula para mim?
Existem diversos tipos de pílulas porque existem diversos tipos de mulheres. Somente seu médico poderá identificar a pílula que mais se aproxima de você.

Quando iniciar uma cartela de pílula pela primeira vez?
Na maioria das pílulas disponíveis no mercado e com 21 drágeas/comprimidos, a maneira correta é ao iniciar o uso começar a primeira pílula no primeiro dia da menstruação. Tomar uma pílula por dia durante 21 dias, fazer uma pausa de 7 dias sem tomar e recomeçar. Durante essa pausa é que a menstruação vem. Outras pílulas podem ter forma de tomadas diferentes, por isso é necessário consultar o médico.
No caso da pílula sem estrogênio, deve-se iniciar a tomada no primeiro dia da menstruação e tomar sem interrupção.

A partir de que dia a pílula começa a fazer efeito?
Se tomada corretamente, a pílula fará efeito a partir do primeiro dia em que se tomou.

Na pausa entre uma cartela e outra posso ter relações sem medo de engravidar?
Sim, nos dias de pausa das pílulas elas continuam a funcionar, ou seja, há proteção efetiva contra a gravidez.

E se eu esquecer de tomar um dia?
A pílula deve ser tomada diariamente no mesmo horário aproximado. Isso quer dizer que se eu tomar à noite, devo continuar tomando à noite. Se esquecer e lembrar de tomar dentro de 12 horas, a pílula continuará funcionando. Se esquecer por mais de doze horas verifique as instruções com seu médico ou na bula do produto. Tome a pílula que esqueceu logo que lembrar, e a pílula do dia no seu horário habitual. Verifique sempre na bula do produto e com seu médico informações detalhadas e específicas sobre o tipo de pílula que você está tomando.

Quero atrasar ou adiantar minha menstruação; posso continuar a tomar a pílula sem parada?
Não deve. A pílula foi projetada para ser tomada 21 dias. Se continuar tomando poderá ter uma menstruação fora de época, mesmo tomando. Nesses casos é conveniente que você consulte seu médico para ele lhe oferecer uma maneira mais segura de não menstruar e continuar evitando a gravidez.

É verdade que é necessário parar a pílula de tempos em tempos para o organismo descansar?
Não. Estudos recentes e a recomendação da Organização Mundial de Saúde indicam que a pílula não deve ser parada para descanso.

E se eu não for tiver relações por um grande período?
Mesmo assim é preferível continuar tomando.

É verdade que a pílula engorda?
Não. Na maioria das mulheres a pílula não aumenta o peso, nem dá celulite ou estrias.

Qual pílula engorda mais ou tem mais efeitos colaterais?
Existem diversos tipos de pílulas porque existem diversos tipos de mulheres. Somente seu médico poderá identificar a pílula que mais se aproxima de você e que tenha menos efeitos colaterais.

Pílula faz mal?
Pílula anticoncepcional é um dos medicamentos mais usados (e mais estudados) no mundo todo. Seus efeitos colaterais são mínimos comparados ao benefício de evitar uma gravidez indesejada ou não planejada. Além do mais, a pílula protege mulheres de infecções genitais, câncer de ovário e alguns tipos de câncer de útero.

Pílula serve para tratar doenças ou só é para evitar gravidez?
A pílula tem sido usada com sucesso no tratamento da síndrome dos ovários policísticos e no tratamento conservador da endometriose. Também é muito utilizada no tratamento da acne (espinhas), hirsutismo (aumento de pelos), cólicas e distúrbios da menstruação, tais como tensão pré-menstrual e cólica menstrual.

Dr. Sérgios dos Passos Ramos




Pílula do dia seguinte
A pílula foi criada principalmente para evitar uma gravidez indesejada, em casos como, quando a camisinha estoura. Ela é um método contraceptivo de emergência, e possui indicações precisas. Serve para situações de risco, quando o método preventivo que cada um escolhe falha, ou em casos de violência sexual ou estupro.

Ela não foi feita como um método anticoncepcional, por tanto não troque a camisinha pela pílula. Segundo uma pesquisa feita, cerca de 33% das garotas que tomam o medicamento não se preocupam com nenhum método contraceptivo.

A pílula do dia seguinte pode ser tomada até 72 horas depois da relação?

Verdade: Depois do incidente a mulher tem, no máximo, três dias para tomar os comprimidos, de preferência com orientação médica. São dois comprimidos: um precisa ser tomado, de preferência, até as primeiras 24 horas, quando sua eficácia é maior, o segundo comprimido deve ser tomado 12 horas após o primeiro.

A pílula funciona como abortivo?

Mentira: Ela age antes de a gravidez ocorrer. Se a fecundação não ocorreu, o medicamento dificulta o encontro do espermatozóide com o óvulo. Mas se a fecundação já tiver ocorrido, irá provocar uma descamação do útero, impedindo a implantação do ovo fecundado. Caso o ovo já esteja implantado, quer dizer, se a gravidez já tiver iniciada a pílula não surte efeito algum.

Ela pode causar efeitos colaterais?

Verdade: Na maioria dos casos, é mais comum a alteração da menstruação e do tempo de ovulação. Pode causar dor de cabeça, sensibilidade nos seios, náuseas e vômitos. No caso de vômito e diarréia nas duas primeiras horas da ingestão do medicamento, a dose deve ser repetida.

Não há contra indicação?

Mentira: A pílula deve ser evitada por pessoas que possuem algum tipo de doença hematológica (do sangue), vascular, é hipertensa ou obesa mórbida.

Se eu tomar a pílula muitas vezes ela perde o efeito?

Mentira: Ela não perde o efeito, mas o risco de engravidar aumenta. Normalmente, ela possui 15% de chance se tomar depois de 24 horas da transa, já o anticoncepcional comum possui 0,1% de chance.

Sílvio Santos estreia novo cenário e novo visual neste domingo (18); veja fotos


Neste domingo, 18 de março, o Programa Silvio Santos está cheio de novidades. A atração ganha novo cenário, inteiramente reformulado e ainda mais alegre, assim como o apresentador, que volta ao comando do programa com novo visual e tão divertido e irreverente como de costume.

No animado ”Jogo das 3 Pistas”, o patrão recebe as socialites Val Marchiori e Débora Rodrigues para participarem do game. Elas conversam e brincam com o apresentador durante todo o jogo, falando inclusive sobre o visual de Silvio: “Você está mais bonito e charmoso. Ficou lindo o seu cabelo”, afirmou Val. “Eu falei com o Jassa: ´A Val vai no programa e eu quero impressioná-la´”, afirmou o apresentador em tom de brincadeira.

O apresentador impressionou ao entrar no estúdio com novo visual gerando diversos comentários. Silvio aproveitou a novidade e colocou no quadro ”Jogo dos Pontinhos” a pergunta: “O Silvio Santos, com esse cabelo, está parecido com…?”. Algumas das respostas foram: Papai Noel, modelo de propaganda de casa de repouso, e galã de cinema.
Outras atrações, como o Show de Calouros, o Nada Além de Um Minuto e o Não Erre a Letra também voltam com novos participantes e desafios, mantendo sempre a dinâmica de entretenimento do programa.




Sexo compulsivo: o prazer doentio





Michael Fassbender interpreta homem viciado em sexo em "Shame"


  • Michael Fassbender em cena de "Shame"

O ator alemão Michael Fassbender representa um viciado em sexo em "Shame", filme do vídeo artista britânico Steve McQueen que disputou o prêmio máximo no festival de Veneza em 2011.

Fassbender - que despontou em "Bastardos Inglórios" (2009) e também será visto em breve como o psicanalista Carl Jung no novo filme de David Cronenberg, "Um Método Perigoso" - é Brandon, um charmoso executivo de trinta e poucos anos morando em Nova York, cuja única distração é seduzir mulheres, se masturbar em casa ou no escritório e buscar sexo na Internet.

O ritmo da sua vida começa a desmoronar quando sua carente irmã Sissy, representada por Carey Mulligan, chega para uma visita surpresa.

Sua presença e desejo pela atenção de Brandon desorganizam ainda mais a existência solitária do executivo, e sua única saída parece ser rondar pelas ruas à noite em busca de novas aventuras sexuais.

Fassbender, cuja atuação lhe rendeu o prêmio de melhor ator em Veneza no último ano, disse à imprensa, durante o festival, que participar das cenas sexuais do filme não foi fácil.

"Sim, foi desconfortável fazer as cenas de sexo", afirmou. "O mais importante foi que todos os envolvidos se sentiram o mais confortável que puderam. E eles simplesmente se lançaram e fizeram o que tinha de ser feito, então não tivemos de repetir muitas tomadas."

McQueen, cujo filme de estreia foi o aplaudido "Hunger", sobre os últimos meses do ativista do IRA Bobby Sands na prisão Maze, de Belfast, disse ver similaridades entre os dois filmes. "Hunger" também tinha Fassbender como protagonista.

"'Hunger' claramente era um filme político, mas 'Shame' também é político. Aquele era sobre uma prisão na Irlanda do Norte, esse é sobre como a liberdade de alguém pode aprisioná-lo", afirmou.


Comentários

  1. Mamateiro

    pq nao falam tmb das mulheres viciadas em sexo?


Viciado em sexo: Como saber se você é um (a)

Como saber se a sua vida sexual é saudável e ou se você está passando do limite? Afinal, gostar de fazer sexo é normal – mas até que ponto? O que separa a vontade normal da obsessão?

De acordo com especialistas a maneira de saber se você é viciado em sexo é analisar quando as relações sexuais começam a atrapalhar outros campos de sua vida – relacionamentos, família, trabalho e estudos.

No caso do vício em sexo, o comportamento normalmente vem associado a uma angústia e à vergonha. Veja o exemplo do golfista Tiger Woods – a carreira dele sofreu um impacto terrível, assim como sua vida familiar e amorosa.

Não é incomum que pessoas que sejam viciados em sexo tenham sofrido traumas relacionados à sexualidade, até mesmo abusos na infância. E é difícil diagnosticar a obsessão por sexo quando, na verdade, ela pode ser um sintoma de algum outro problema, como bipolaridade – e, de acordo com psiquiatras, há vários outros problemas menos comuns que podem ser confundidos com compulsão por sexo.

Os especialistas alertam que a parte mais prazerosa para o viciado em sexo acaba não sendo o ato em si, mas o planejamento dele. Depois que acaba, vem o arrependimento e a vergonha. Pessoas que fazem muito sexo por prazer não se sentem mal depois. Pessoas compulsivas sentem uma verdadeira angústia. [NY Times]




Esqueça o Michael Douglas. Esqueça aqueles filmes anunciados na locadora, apresentando atletas sexuais e orgias. Quando o assunto é sexo patológico, essas são as primeiras imagens que vêm à mente, mas não necessariamente correspondem à verdade. A pessoa que sofre desse mal nem sempre faz ou pensa mais em sexo do que seu vizinho: o diferencial está no estrago que esse comportamento acarreta em sua vida pessoal e profissional.
O sexo compulsivo é algo difícil de definir com precisão. O número de relações sexuais por semana nem sempre é um bom indicador do problema, pois varia até mesmo de país a país, segundo a cultura. De acordo com um estudo divulgado no ano passado, que ouviu 26 mil homens e mulheres, entre 40 e 80 anos, em 28 países, 75% dos brasileiros entrevistados disseram fazer sexo uma ou mais vezes por semana. Nos Estados Unidos, essa porcentagem cai para 59%, batendo nos 21% no caso do Japão, ainda segundo o Estudo Global sobre Atitudes e Comportamentos Sexuais, pesquisa patrocinada por um laboratório farmacêutico.

A compulsão sexual é uma dependência, define o psiquiatra Aderbal Vieira Júnior, coordenador do Ambulatório de Tratamento do Sexo Patológico, do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), da Unifesp. "O 'vício' em sexo é uma variante daquele em drogas ou em jogo, o funcionamento é o mesmo, afirma. Para o psiquiatra, o sexo patológico é diagnosticado quando a pessoa perde a liberdade por não conseguir controlar os seus impulsos.

A advogada Angela, de 37 anos, começou as suas "escapadas" via internet. "Depois do trabalho, entrava em bate-papos por distração", conta. Com o tempo, passou a marcar encontros com os homens que conhecia on-line. "No começo, levava um tempo para me acertar com eles, até ir para a cama. Só que esse tempo foi diminuindo e passei a marcar encontros só para sexo fácil, rápido, sem vínculos ou armadilhas", relata a advogada. As "escapadas", como diz, que ocorriam uma ou duas vezes por semana, começaram a atropelar a sua vida. "Para uma pessoa que é casada, trabalha, tem responsabilidade e rotina, dedicar-se a isso exige um esforço significativo. Perdia noites de sono na internet, à busca de pessoas disponíveis, desmarcava compromissos e sem querer afastei-me do meu marido e da minha vida. Eu considerava que tinha um casamento bacana, uma vida sexual legal com o meu marido, mas, mesmo assim, tinha outra vida, cheia de riscos", declara.





Eu sou viciado em sexo"

O drama de quem perdeu a família, o emprego e até a saúde para atender a um desejo insaciável e doentio. Como identificar e tratar esse distúrbio do prazer

Ricardo, engenheiro carioca de 41 anos, passou grande parte de seus anos de faculdade na noite. Saía desde terça-feira e se achava um garanhão: fazia sucesso com as amigas dos amigos. Quando não havia mais a quem ser apresentado, Ricardo passou a dedicar cada vez mais tempo a encontrar novas parceiras. Os amigos, as conversas e mesmo os estudos foram ficando para trás. A qualquer lugar que ia, sua preocupação era encontrar mulheres. A urgência era tão grande que um dia foi pego por um policial fazendo sexo com uma mulher dentro do carro, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Por pouco não foi parar na delegacia. Desconfiou que tinha um problema quando a fixação no sexo o levou a trancar a faculdade.

Mário, um profissional de saúde paranaense de 40 anos, tinha um bom relacionamento com a mulher, mas sempre se sentiu atraído por homens. Nunca transformara o desejo em prática, até que, num bate-papo on-line, marcou encontro com um desconhecido. Depois do primeiro, seguiram-se vários nos dois anos seguintes. Em uma semana, foram oito. Mário nem sabia seus nomes. Envergonhava-se daquele comportamento e o escondia. Um dia, descuidou-se. Deixou o programa de chat aberto no computador. A mulher descobriu e, arrasada, pediu a separação. Depois do divórcio, Mário entrou em depressão, começou a beber e, com medo de se tornar dependente de álcool, decidiu buscar ajuda. Descobriu no Alcoólicos Anônimos que seu problema não era a bebida, mas o sexo.

• Hugo, um corretor de seguros de 40 anos, de Fortaleza, tentou três vezes seduzir a própria sogra. Colocou a culpa na bebida, mas era só a fantasia crescendo. Quando ia para a praia, tinha de se masturbar no mar e, mesmo casado, tinha relações com várias mulheres, prostitutas entre elas. Chegou a pagar passagem de avião e hospedagem para uma delas visitá-lo. Um dia, voltando de uma festa em que não tinha ficado com ninguém, decidiu passar pela Avenida Beira-Mar, ponto de programas. Com o cartão de crédito estourado e sem dinheiro no banco, foi parar na casa de uma prostituta na favela e pagou com um tíquete-refeição. Nesse momento, percebeu que sua relação com o sexo não era como a de seus amigos.

• Caio, um produtor musical de 48 anos, de São Paulo, viu sua vida sexual com a mulher murchar depois do nascimento da primeira filha. Na mesma época, suas viagens a trabalho se intensificaram. Longe de casa, num ambiente de festas, drogas e sexo, começou a ter aventuras. Durante a semana, voltava para a família e se acalmava. Mas a ansiedade por novos encontros aumentou, e Caio chegou a se hospedar sozinho num hotel em São Paulo em busca de mulheres. Numa das viagens de trabalho, numa festa, bebeu um pouco a mais e acabou ficando com um homem, mesmo sem nunca ter tido experiências homossexuais. Sua mulher desconfiou quando descobriu uma doença venérea.

• Cátia, uma economista de 54 anos que mora no Rio de Janeiro, não teve muitos parceiros. Mas sua vida era tragada pelo sexo dentro dos relacionamentos. Passou uma semana trancada no quarto, deixando para trás o trabalho num órgão público e o cuidado com as duas filhas. A necessidade de sexo se sobrepunha até às orientações médicas de parar de transar durante tratamentos ginecológicos. Depois de várias relações intensas e destrutivas, Cátia perdeu o controle sobre o próprio desejo. Com o fim do último relacionamento, passou a se masturbar dirigindo e também no ambiente de trabalho.

Dependência de sexo, comportamento sexual compulsivo e transtorno hipersexual. Há dúvidas sobre como classificar o distúrbio de Ricardo, Mário, Hugo, Caio e Cátia (os nomes são falsos), que acabaram buscando ajuda médica ou psicológica. O debate sobre o que os aflige acontece há mais de um século. A primeira referência vem do psiquiatra alemão Richard von Krafft-Ebing, em seu livro Psicopatias sexuais, de 1886. Na obra, ele tenta categorizar o que chama de “desvios sexuais”. Discute a homossexualidade, o sadismo, o fetichismo e o que antigamente se chamava de ninfomania, o excesso feminino de sexo. Muitos dos comportamentos que Krafft-Ebing descreveu deixaram de ser considerados patológicos ao longo dos anos, das mudanças sociais e do avanço das pesquisas. O caso mais notório é a homossexualidade.

Mas o “desejo sexual excessivo” entrou para o rol do Código Internacional de Doenças, publicado pela Organização Mundial da Saúde. A quarta edição do Manual estatístico de doenças mentais (DSM, na sigla em inglês), a referência dos diagnósticos psiquiátricos, não tem uma categoria própria para o problema. Cita o comportamento sexual excessivo entre os “transtornos sexuais não especificados”. A próxima edição do DSM, prevista para 2013, deverá incluir uma menção a “transtorno hipersexual”.

É pouco provável, porém, que a nova classificação encerre o debate. Por dois motivos. Primeiro, porque sempre foi e será difícil estabelecer os parâmetros de normalidade do comportamento sexual humano. Não existe um limite ideal para o número de orgasmos ou para o tempo gasto com fantasias ou relações sexuais. Segundo, porque a quantidade de sexo, como sugere o termo “hipersexualidade”, não é o fator decisivo para o diagnóstico. “A dependência sexual não tem a ver com a intensidade da atividade sexual. Nem com sua frequência”, disse a ÉPOCA o psicólogo americano Patrick Carnes, fundador do International Institute for Trauma and Addiction Professionals e um dos pioneiros do estudo da dependência sexual. “A principal marca do vício são as consequências que alguém sofre por causa de sua atividade sexual.” Se a pessoa perde o emprego, para de estudar ou se afasta da família por causa do sexo, é sinal de que há algo errado. “Quando alguém passa todo o tempo pensando em sexo, planejando, fazendo e se arrependendo, em vez de trabalhar, curtir a família, os amigos e outras atividades prazerosas, é um problema”, afirma Carnes.


The New Macbook Air

Postagens populares

Arquivo do blog

Total de visualizações de página